É com imensa satisfação que comunico a parceria entre este blog e a João Barbosa Vinhos.
A sociedade agrícola João Teodósio Matos Barbosa e Filhos, Lda., é uma empresa familiar já com grande tradição vinícola. Constituída por sete pessoas, Teresa Barbosa, filha do patriarca João Barbosa, que assim que terminou o curso de Engenharia do Ambiente dedicou-se ao negócio de família. A questão de fundo foi tentar perceber como é que uma marca que tem sido muito bem recebida no estrangeiro reforça a sua presença no mercado nacional.
Quase 15 anos depois, os vinhos João Barbosa já contam com duas adegas: uma em Portalegre e outra em Rio Maior.
As castas plantadas vão desde o syrah, ao aragonês, touriga
nacional, pinot-noir, alicante bouschet, alfrocheiro, tinta barroca e
sauvignon blanc. Quanto às monocastas, a aposta vai para o espumante
100% pinot-noir, e dois brancos de sauvignon blanc, um deles com estágio
em inox e outro em barricas de carvalho francês.
A adega de Rio Maior era um sonho antigo de João Barbosa. Ali
abrem-se as portas aos amigos, familiares e visitantes para as vindimas,
num processo exclusivamente manual. Aliás, enfatiza Teresa Barbosa,
«tudo é manual, desde a selecção das uvas à vindima». A máxima é o
convívio. A par da apanha da uva, promovem-se outras actividades, como
as provas de vinhos e visitas guiadas (por marcação).
No decorrer da conversa, Teresa Barbosa contextualizou que já o seu
avô dizia que era daquelas encostas que saíam os melhores vinhos brancos
do Ribatejo. Prosseguindo, contou que o seu bisavô foi o fundador das
caves Dom Teodósio (agora propriedade da Enoport), consolidando o facto
de que a tradição vinícola nesta família já tem uma longa história.
Actualmente, a produção vem de seis hectares em Rio Maior e sete
hectares em Portalegre (outros três hectares estão ainda por plantar),
perfazendo um total de 16 hectares de terrenos vinícolas.
Com uma produção de 55 mil garrafas por ano, a aposta da
sociedade começou por ser o mercado estrangeiro. Mas agora é chegada a
altura de começar a reforçar a presença no sector nacional. Em Portugal,
os vinhos João Barbosa podem ser encontrados em lojas gourmet, nas
garrafeiras e restaurantes. O conceito da casa passa por insistir num
trabalho sustentado e daí a opção de não vender nas grandes superfícies,
por a produção ser pequena.
O mercado chinês é um dos grandes consumidores da marca. Segundo
Teresa Barbosa, para o mercado asiático a escolha recaiu sobre o formato
«Bag in Box», um vinho que é seleccionado e comprado pela casa a outros
produtores. «Os chineses gostam de vinho doce e barato», enfatiza a
comercial. Já em Macau, os vinhos podem ser degustados no Grand Casino
Lisboa.
Em 2004, João Barbosa decidiu lançar o «Ninfa», que, devido às
características do terreno ribatejano, tornam-no um vinho «muito seco e
elegante», sublinha Teresa. E são essas características que o tornam num
vinho único, «que merece ser dado a conhecer». Já o «Lapa dos Gaivões»,
outra das marcas já bem conhecidas dos enólogos, «por ser um puro
alentejano tem sempre saída».
Apesar de já terem sido consagrados com vários prémios
internacionais, João Barbosa optou por não levar os seus vinhos a
concursos nacionais, por reconhecer que o mercado português «ainda acusa
muita resistência aos vinhos ribatejanos».
As colheitas de reserva, nomeadamente o «Lapa dos Gaivões» e o
«Ninfa Escolha» estagiam em barricas de carvalho francês e americano,
conferindo-lhes um toque de madeira, ao que se acrescentam notas de
baunilha e pimentas.
Para este ano, está nos planos da empresa lançar um «Ninfa» tinto
pinot-noir DOC e um touriga nacional, além de continuarem a afirmar-se
no mercado dos brancos e dos espumantes. Já fortemente implementados na
China e Macau, no Brasil e Canadá, a próxima meta da família Barbosa é
chegar à Rússia e continuar a expandir o negócio em Portugal. Mas sempre
de forma sustentada.
Agradeço à João Barbosa Vinhos o envio destes excelentes produtos.












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